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AntAugLouro   ANTÓNIO AUGUSTO LOURO (1870-1949)

"Sem liberdade não há Democracia, sem Instrução não há Liberdade."

“A figura e a obra do Dr. António Augusto Louro farmacêutico, polígrafo, jornalista professor do ensino livre, autarca e funcionário superior, mas, sobretudo, homem de acção, militante político, modelo de virtudes cívicas, animador cultural e pedagogo, bem merecem, pois, ser apontadas como exemplo aos jovens dos nossos dias e, por isso, ser patrono da nossa Escola. E que nós não queremos apenas que os nossos alunos conheçam os valores da Liberdade, da Cidadania e da Democracia. O que nós queremos é que os cidadãos livres, os democratas intervenientes e com espírito crítico de amanhã, os agentes da mudança, os garantes do nosso futuro comum, sejam os nossos alunos. O que nós queremos é que floresçam nesta Escola muitos António Augusto Louro.”

Palavras pronunciadas pelo professor Alfredo Tinoco em 24 de Junho de 1994, por ocasião da inauguração do novo nome da Escola Preparatória do Vale da Romeira 1 - Seixal.

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“O Dr. António Augusto Louro, foi um seixalense ilustre, se não pelo nascimento, ao menos por adopção e pela acção emérita que no concelho exerceu, durante a sua permanência. A par de outros homens e mulheres que com ele colaboraram, o Dr. Louro desenvolveu no Seixal uma acção cultural, pedagógica, profissional e política, que muito ajudou a mudar a face da terra que o acolheu. Os primeiros sinais de modernidade a ele se ficaram a dever: a imprensa, a educação de adultos, as associações mutualistas, a propaganda das ideias republicanas. Tudo isto, a par da grande preocupação de uma vida: o incremento da instrução para todos sem a qual não haveria sociedade que pudesse frutificar.

Bem podemos dizer que da sua passagem, o Seixal, entrou definitivamente no século XX.”

Fonte: Cadernos de Socio museologia nº 42-2012, Textos de Alfredo Tinoco 

Resumo da Biografia do Dr. António Augusto Louro

Nasceu no Sabugal, em 1871, no seio de uma família numerosa de pequenos lavradores. Ficou órfão de pai aos 8 anos e cedo começou a trabalhar como praticante de farmácia, no Porto e depois em Lisboa. Aqui ingressa na Escola Médico Cirúrgica, de onde saiu diplomado em Ciências Farmacêuticas, no ano de 1891. Quando casou, em 1892, foi viver para o Seixal e abriu neste concelho, na Amora, a sua primeira farmácia. Em 1893, tendo adquirido uma farmácia em Barrancos aí se instala e inicia ao mesmo tempo uma carreira de lugares político-administrativos.

Regressa ao Seixal, em 1897, onde abre uma farmácia na Arrentela e funda um laboratório de produtos farmacêuticos de parceria com um sócio, a sociedade “Louro & Gonçalves”. No ano seguinte compra na vila uma outra farmácia, sita no Largo da Igreja e instala nas traseiras um laboratório farmacêutico. Esta farmácia era frequentada por ilustres figuras da república (Afonso Costa, António José de Almeida, Manuel de Arriaga, Miguel Bombarda, Brito Camacho ou Luz de Almeida) e aí, tal como era uso, promoviam-se diversos debates políticos e literários.

O seu nome está ligado à Revolução de 5 de Outubro de 1910, através da Comissão de Resistência, grupo secreto criado pela Maçonaria, que contou com o apoio da Loja da Firmeza e atuou como impulsionadora do 5 de Outubro. Depois da implantação da República, António Augusto Louro, foi um defensor da Lei de Separação do Estado e da Igreja e da tolerância religiosa.

O percurso do Dr. António Augusto Louro, pelo Seixal, termina pouco depois da implantação da Républica, tendo fixado a sua residência em Alcanena, onde continuou a desenvolver a sua atividade profissional, mas sobretudo, continuou a exercer o seu magistério político, cívico, cultural e pedagógico.

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Depois de uma vida notória na atividade cívica, política e cultural e reconhecido como um homem que combateu o analfabetismo com grande dedicação, fazendo intervenções na imprensa nacional, criando escolas e cursos para adultos, editando diversos materiais pedagógicos, escrevendo uma Cartilha Nacional e a primeira parte da Gramática e Fonologia Portuguesa, o Dr. António Augusto Louro morreu em Agosto de 1949.

Em honra ao nosso Patrono … foi publicado em 2002 o livro “António Augusto Louro e a educação cívica”.

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